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VitaPlena

Rosana Jatobá: Previsão de tempo bom

Na redação da Globo.

A apresentadora da TV Globo, que cuida da editoria de Meteorologia, no jornal Nacional, conta de suas atitudes no cotidiano que contribuem na preservação do planeta. Fala de família, fé e compartilha fotos do seu álbum pessoal.


Por: Thais F. Moreira
Em: 11/09/2009

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Na juventude Rosana Jatobá ficou dividida entre dois amores: O Direito e o Jornalismo. Chegou a cursar as duas faculdades simultaneamente. Passou para o concurso no Ministério Público Federal, mas seu dom jornalístico falou mais alto. Quando deixou a Procuradoria do Trabalho, na Bahia, pela carreira de jornalista, não imaginava que um dia seria umas das apresentadoras mais conceituadas da televisão e convidada para incrementar o tradicional Quadro do Mapa-tempo no Jornal Nacional.

Depois que assumiu a editoria de Meteorologia, Rosana se aprofundou nas questões ambientais e descobriu o “incrível mundo da sustentabilidade”. Tanto, que hoje cursa na USP Mestrado sobre Gestão e Tecnologias Ambientais. Por sua bagagem profissional, ela foi selecionada para apresentar o programa “Um Mundo pra Chamar de Seu”, exibido pelo canal GNT, que dava dicas simples de como ser ecologicamente responsável. “Pretendo ser útil na tentativa de conscientização de uma sociedade socialmente justa, ambientalmente correta e economicamente viável (tripé da Sustentabilidade)”, enfatiza.

Com tanta experiência no assunto ficou fácil para Rosana por em prática no seu dia a dia tudo o que aprendeu na teoria. Mora com o marido, o empresário Frederico Mesnik, no bairro do Jardins, em São Paulo, numa casa que respeita os princípios básicos da sustentabilidade: “Quando montei minha nova casa, optei por móveis de madeira reciclada e aparelhos com selo de consumo baixo de energia e utilizando água sobressalente para lavar áreas comuns”. E atualmente a apresentadora vibra com sua mais nova conquista de bem-estar: não come carne há um ano.

A ligação da Rosana com a natureza vem de berço. Seu sobrenome Jatobá deriva de uma árvore originária da Amazônia, importante na captação de gás carbônico da atmosfera. Para Rosana sobrenome é sério, porque a família e a fé são as bases para uma vida em equilíbrio com o universo.

Muito solicita com a reportagem da Vitaplena, você vai ver na íntegra da entrevista, que com ela não tem tempo ruim.

Na redação da Globo.1. Você já trabalhou no Globo Rural e com previsão do tempo, falar sobre coisas do campo e do clima foi um fator que ajudou a aumentar seu interesse pelas questões ambientais?

Exatamente. Foi o caminho natural depois de vivenciar os temas relacionados ao agronegócio e à meteorologia. Quando assumi a editoria do tempo no Jornal Nacional, fui incumbida de incrementar o Quadro do Mapa-tempo com informações sobre questões ambientais como queimadas, regime de chuvas, efeitos das secas prolongadas, migração de animais em razão dos choques térmicos, etc...Enfim, temas ligados diretamente às mudanças climáticas. Passei a estudar com maior profundidade autores como Tim Flannery e James Lovelock e a assistir filmes, documentários e podcasts sobre aquecimento global. Hoje encontrei o caminho da Sustentabilidade, conceito que estamos tentando implementar nos telejornais da Casa. Faço um Mestrado na USP sobre "Gestão e Tecnologias Ambientais" e pretendo ser útil na tentativa de conscientização de uma sociedade socialmente justa, ambientalmente correta e economicamente viável (tripé da Sustentabilidade).

2. Como surgiu a idéia de apresentar o programa “Um mundo para chamar de seu”?

Sempre quis trabalhar no GNT e aproveitei o conhecimento sobre Meteorologia e Sustentabilidade para participar da seleção de projetos sobre estes temas. Fui indicada para ser a apresentadora do projeto vencedor.

3. Você acha que a mídia tem dado espaço suficiente para a questão da sustentabilidade?
 
A discussão tem crescido e avançado no sentido de tornar o tema mais acessível a todos. Até porque a mídia espelha os fatos sociais e tudo aponta pra o resgate da preservação ambiental em concílio com o desenvolvimento. A crise financeira foi determinante para que as empresas se reinventassem e houvesse uma preocupação com o atual modelo de consumo, que esgota os recursos naturais e degrada as relações humanas. Nos últimos três anos, vejo que o tema está presente no noticiário quase que diariamente. A próxima geração já estará inserida nesta realidade!


4. Você conseguiu aproveitar o que aprendeu com sua experiência no programa e adaptar para o seu dia a dia?

Paralelamente ao programa e às atividades aqui na Globo comecei a implementar pequenas e simples mudanças no meu cotidiano. Na rotina profissional, passei a fazer reportagens sobre como minimizar o impacto ambiental e valorizar atitudes de responsabilidade social.

5. Na sua casa você aplica várias práticas sustentáveis, quais são elas?

Passei a fazer coleta seletiva de lixo; economia de água, reduzindo tempo do banho e utilizando água sobressalente para lavar áreas comuns; economia de energia, sobretudo evitando deixar aparelhos no modo stand-by; optei pelos  alimentos orgânicos e produzidos localmente; utilizo ecobags nas compras; reduzi o consumo de roupas e acessórios em geral e aproveitei  móveis e produtos que antes iriam para o lixo. Quando montei minha nova casa, optei por móveis de madeira reciclada e aparelhos com selo de consumo baixo de energia. E uma das maiores conquistas: cortei a carne vermelha. Não como há um ano.

6. Quais são seus cuidados com a saúde e a beleza? (Pratica esportes? Cuida da alimentação? Usa algum produto orgânico?)

Faço esportes desde os seis anos de idade. Hoje faço musculação, corrida alternada com pedalada e meditação meia hora por dia.
Tento ter uma alimentação balanceada, mas não sou radical. Permito-me saborear um doce no fim de semana ou comer algum prato mais calórico.

7. Você se casou recentemente, qual a importância da família na sua vida?

Fui criada para amar e valorizar a família. E sempre enxerguei como o mais poderoso refúgio num mundo dominado pelo egoísmo e materialismo. Quero ter filhos e ensinar o respeito pelos parentes e amigos, como forma  de reverberar este amor no universo coletivo.

8. Você tem algum tipo de fé?

Fui criada na doutrina protestante e carrego os valores de solidariedade, honestidade, indignação diante das injustiças e senso crítico, assuntos tão explorados nas escolas dominicais que freqüentei por 20 anos. Hoje não sigo religião, mas mantenho o canal da espiritualidade por meio de estudos de física quântica, budismo e meditação. Creio que podemos descobrir um espaço interior de onde emana paz e força pra viver feliz! Não acredito na culpa secular da crença judaico-cristã. Mas admiro o exemplo de Cristo, que ensinou que o amor é o instrumento da evolução humana. 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rosana_Jatoba

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