Novos produtos livres de agrotóxicos

Cada vez chega mais opções de produtos orgânicos no mercado. Vai desde as verduras convencionais ao chocolate, café, licor, cosméticos, roupas e outros.
Fotos: Adriana Iász
Em: 04/09/2009
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil apóia fortemente a produção de mercadorias orgânicas, como garantia de preservação ambiental, alimentação saudável e responsabilidade social. Estes itens são produzidos através de um sistema livre de fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos. O princípio básico é o do agroecológicos que investe no uso saudável do solo, da água, do ar e de todos os recursos naturais. Desta forma, garante-se menor contaminação ambiental e mercadorias com menor risco de malefícios a saúde, em relação aos convencionais.
A IBD, empresa que certifica marcas de orgânicos no Brasil, no Paraguai, México e China, tem como princípio atestar a qualidade do produto, assim como a qualidade de vida do trabalhador que participa desta produção. Fernando Lima, Sócio-presidente da Ikove, marca de cosméticos certificada pelo controle internacional ECOCERT, garante que todos os seus produtos são livres de agentes de origem animal ou petróleo. “Há seis anos desenvolvemos uma linha de orgânicos feita por cooperativas agrícolas brasileiras, que beneficiam seus grupos escolares,” diz Lima orgulhoso. Ele, que vive em Nova York há dez anos, afirma que a maior parte da produção de sua empresa é exportada para os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Japão.
Já o IAO, um café 100% Arábica, certificado pela nacional IBD e pela internacional IFOAM, está a três anos no mercado dos “sem agrotóxicos”, sendo produzido em fazendas Biodinâmicas da região da Alta Mogiana, em São Paulo. A Surya, tradicional marca de produto de tratamentos para cabelos, lança o Cacau orgânico, ou seja, o chocolate em pó livre de químicos. Já a Ouro Moreno garante que o seu chocolate em barra é totalmente orgânico, e está lá o certificado pelo IBD em suas embalagens para provar.
Agora surpreendente mesmo são as bebidas alcoólicas orgânicas. Lula quando esteve na Bio Fair, feira de agronegócios que aconteceu em Julho, em São Paulo, aprovou a branquinha. A MN Própolis, empresa de Mogi das Cruzes (SP) trouxe ao mercado o primeiro shoshu orgânico do mundo, o Hakkon. Trata-se de uma bebida tradicional japonesa, feita aqui a partir da mandioca orgânica. Também tem o licor Ume-shû, feito da ameixa japonesa pela mesma empresa. Da produção apícola, 90% vai para o Japão e e 10% para o Canadá, China e Indonésia. Já as bebidas ainda não são exportadas", afirma Jéferson Umezaki, do Departamento Internacional de Vendas.
Todos estes produtos são desenvolvidos com respeito ao meio ambiente e sem utilização de substâncias que possam colocar em risco a saúde dos produtores e consumidores.
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