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Cama e café, com hospitalidade legítima

Cama e café, com hospitalidade legítima

Quem conhece o conceito bed & breakfast, sistema de hospedagem muito comum na Europa e nos Estados Unidos, sabe o que o Cama e Café faz no Rio de Janeiro (RJ) e em Olinda (PE).

Fotos: Divulgação
Por: Flavia Perin
Em: 01/07/2009

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Como em outros países, o turista hospeda-se numa casa de família e paga por um quarto mais ou menos equipado e café da manhã caprichado. É preciso destacar, porém, o que confere ao serviço da rede carioca Cama e Café uma cara bem brasileira — e, por isso mesmo, torna a experiência dos hóspedes mais autêntica e, por que não?, especial.

Para começar, as casas estão localizadas, no caso carioca, em Santa Teresa. O bairro é conhecido pela agitada vida cultural, além da beleza natural e arquitetônica — com um misto de colonial, moderno e art déco —, da circulação constante de turistas estrangeiros e de charmosos botecos, bares e restaurantes. Essa combinação vem chamando a atenção de quem procura na Cidade Maravilhosa mais do que hospedagem propriamente dita: conviver com os moradores do destino turístico, num verdadeiro intercâmbio cultural.

Por outro lado, o sistema pode servir como uma interessante fonte complementar de renda para os anfitriões — como são chamadas as pessoas que dispõem os quartos que têm sobrando em suas casas e põem em prática a vocação para acolher visitantes. Elas passam por um treinamento de dois dias, em que recebem orientações básicas de hotelaria, higiene e conforto, e são orientadas a detectar o perfil do hóspede, suas preferências e necessidades durante a viagem.

A rede Cama e Café divulga e comercializa os quartos disponíveis em seu site (www.camaecafe.com.br), e também por meio de uma central de reservas e convênios com agências de turismo, europeias inclusive. A empresa encarrega-se, ainda, de fazer uma triagem dos turistas, que só então são encaminhados aos anfitriões com os quais podem ter mais empatia. O preço da diária para duas pessoas numa casa do Cama e Café varia de R$ 95 a R$ 190.

Criada em 2003 pelos amigos João Vergara, designer, e Leonardo Rangel, engenheiro, conta atualmente com mais de 40 residências associadas em Santa Teresa, onde o projeto teve início, e em Olinda. A ideia dos sócios surgiu após uma viagem à Europa, em que conheceram o modelo bed & breakfast. Acharam que poderia fazer sucesso no Brasil graças ao jeito acolhedor do nosso povo e resolveram montar o negócio. Os resultados? Mais de 5 mil turistas já se hospedaram nas residências associadas à rede, e o público brasileiro, pouco habituado a essa forma de se hospedar, já corresponde a 30% de seus hóspedes.

O sucesso da iniciativa levou os sócios (agora três, com a entrada de Carlos Magno) a montar uma segunda rede, a Rio Homestay, em operação desde junho de 2007 e que já agrega 25 casas associadas, principalmente na Zona Sul carioca. Trata-se de uma iniciativa diferente, mais focada para turistas que gostam de praia ou badalação. A proposta de viver intensamente a cultura local, no entanto, segue latente e ganhando adeptos por aqui.

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